Domingo, 29 de Agosto de 2010

Regressos....

Agosto termina e o regresso ao trabalho e suas rotinas é já amanhã...
Ou quase...
Até lá deixemos o estio finalizar seu ciclo calmamente...
Nem que seja por breves momentos...

Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

Cumprir Abril...

Trinta e seis anos volvidos após Abril de 1974, novamente o nosso país se encontra perante momentos e escolhas decisivas…
Ao tempo, os 3 Ds – Descolonizar, Democratizar e Desenvolver – foram o mote que serviu para sintetizar os rumos que tínhamos de trilhar. Passados estes quase quarenta anos, apenas podemos dizer, sem grande controvérsia, que conseguimos alcançar os dois primeiros. Quanto ao Desenvolver, o presente tem-se encarregado de por em dúvida os caminhos que desde então fomos trilhando, principalmente como o fomos fazendo…
Se ao longo de todos estes anos muito o país se desenvolveu em todos os aspectos, muito se deveu a esforços próprios e à preciosa ajuda dos fundos europeus, sem os quais muito não se teria realizado. A adesão à União Europeia foi, por isso, o marco fundamental que permitiu o desenvolvimento deste país. No entanto, continuamos também a muito desperdiçar e a não ter em conta o futuro. Os ‘deficits’ endémicos e o endividamento externo galopante têm sido o garrote que nos aflige há várias décadas e que nos tolhe passos futuros. Periféricos e pequenos como somos mais sujeitos ficamos a crises externas e pouco temos aprendido com elas…
Muitos apontam a origem das crises ao peso excessivo do Estado. Eu diria que, provavelmente, o problema estará mais na ineficiência do que no tamanho do aparelho… Pois também o sector privado beneficia deste Estado e a ele se alia no despesismo e nas incapacidades…
Muito fica concerteza por analisar…
Mas talvez seja este o momento para pesarmos e sopesarmos estratégias e rumos que invertam este estado de coisas…
É tempo de voltar a tomar o pulso ao país e de conseguirmos apontar soluções urgentes e capazes de dar a volta os problemas por demais já diagnosticados…
Se não o fizermos por nós, outros decidirão por nós…
E já é tempo de cumprir Abril !!!

Tomar,
30 de Abril de 2010

Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

Turbulência...



Os últimos dias têm corrido céleres e confusos no nosso país…
Há duas semanas, sinais positivos começavam a ser dados no sentido de compromissos mínimos que permitissem a governabilidade do país. A oposição comprometeu-se a deixar passar o Orçamento de Estado, mais desanuviada parecia estar a situação…
No entanto, as duas últimas semanas foram de verdadeira turbulência… Novamente a novela das escutas, desta vez começando a atingir não só os protagonistas mais conhecidos e badalados, mas agora também abalando a credibilidade do sistema jurídico e dos seus responsáveis… No meio de tanta confusão e sucessivas contradições, novas nuvens e tempestades se adivinharam – a imposição externa de mais sacrifícios, a instabilidade interna com o maior partido da oposição em período eleitoral para nova liderança… Que mais se seguirá?
O pacato cidadão, perante toda esta avalanche, encolhe ombros, emudece e receia que sejamos incapazes de sair desta teia, desta espiral que parece atrair tudo e todos para as trevas de abismo sem saída…
Na verdade não se compreende a necessidade de tanta confusão. Os protagonistas e responsáveis, políticos, judiciais, parece que esquecerem o essencial – alimentar querelas e criar ‘factos políticos’, chicanas mediáticas, não pode ser a solução para os graves problemas com que nos defrontamos. Sob pena de mais descredibilização e consequente caos, já era tempo de o mínimo bom senso imperar! O momento impõe serenidade e contenção, não bravata e ‘novelas’ …  A situação impõe trabalho, soluções inovadoras e credíveis, porventura mais sacrifícios, mas que perspectivem a solução de questões e o ultrapassar de obstáculos…
Como sempre, à grande maioria de nós apenas nos resta aguardar:
A ver vamos…

Tomar,
Fevereiro de 2010

Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Expectantes...

A semana que passou tornou-nos visivelmente mais expectantes... O país político e mediático pareceu esquecer um pouco a eterna retórica e centrou-se na gravíssima situação que económica e socialmente vivemos. Caiu por terra muito véu e mesmo algum embuste. Do poder e das oposições vieram e confirmaram-se sinais de alguma sensatez e procura de entendimentos mínimos. Muita gente, finalmente começou a entender um pouco a realidade, para além de toda a já entediante e habitual encenação partidária. Estamos, e não é de agora, chegados a momentos decisivos. Adiamentos e hesitações não parecem poder prolongar-se por mais tempo. Os dados são conhecidos, cá dentro e lá fora. Principalmente lá fora. O panorama das nossas fragilidades está bem visível, os diagnósticos tantas vezes repetidos confirmam-se. Mudar de vida é imperativo. Falta saber como... Aí, novamente, muita é a divisão e alternativas são as vias de saída...
De tudo isto ressalta, por um lado, a expectativa, por outro, a urgência da decisão e acção subsequente a empreender. De tudo isto ressalta, também, uma outra conclusão - perde-se politicamente demasiado tempo tentando rodear, contornar problemas e adiando soluções. Já é tempo de evitar a todo o custo mais rodeios e panaceias. 
Vivemos tempos difíceis e continuaremos a pagar duramente todos os adiamentos e paliativos que não resolveram nada. Temos de enfrentar com acrescida seriedade e frontalidade as dificuldades que nos tolhem e começar a resolver não a complicar ainda mais do que está, a difícil situação em que nos encontramos no nosso país. 
Expectantes continuamos, porque, porventura abalados pela dureza das dificuldades, não aceitamos facilmente que assim estamos ou como aqui chegamos...
No entanto, parece-me que a crueza da realidade finalmente começa a matar devaneios ou falsas esperanças de soluções milagrosas... Só isso permitirá avançar e resolver, porque os caminhos de saída da crise são estreitos e não permitem veleidades.
 As crises profundas têm esta potencialidade - a de eliminar escolhos e forçar as forças políticas a resolver em vez de prometer... É esse o sentimento e o querer da grande maioria dos cidadãos - agora 'já não há volta a dar', há que trabalhar para solucionar...
As expectativas continuam altas... Era bom que não nos decepcionassem, mais uma vez...

Tomar,
Janeiro de 2010

Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Cinzas...


Por vezes as cinzas
Surgem,
Do nevoeiro,
Da bruma,
Até
De
Dias de sol...
De dentro
De nós...


Por momentos,
A cinza das brumas
De inverno,
Da chuva fria,
Raptam,
Magoam...


Por vezes demais,
As cinzas
Prevalecem...
Nos invernos
Que
Persistem
Em
Não
Abalar...




Tomar,
Dezembro de 2009

Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Momentos decisivos...

Aproximamo-nos do final de ano e de momentos decisivos...
Hoje, o debate na AR deveria ter-se centrado na situação económica do país, antecipando, por certo, o debate, crítico, sobre o Orçamento de Estado de 2010... Deveria....
Com o desemprego a galopar e a economia real a dar de si, estamos perante um cenário urgente que nos obriga a reflectir e a agir consequentemente. Infelizmente temos andado entretidos com meia dúzia de 'novelas' que apenas desviam a atenção do essencial. É, por isso, tempo, mais que tempo de nos focalizarmos no que vale a pena debater. Precisamos de mais Educação, mais Justiça, melhor Saúde, mais eficácia e produtividade - em suma, precisamos de criar mais riqueza e de melhor a redistribuir. Os diagnósticos, de há muito, são coincidentes em toda a banda de espectro político e ideológico... Já é hora de agir em conformidade! E é aqui que todos podemos intervir. Estamos cansados de retórica, queremos ver acções, medidas em aplicação. Soluções e não mais estudos e estudos de estudos, polémicas atrás de polémicas...

Somos nós, cidadãos e cidadãs, que devemos e temos de dar o mote:
Basta de conversa! Podemos e devemos fazer mais! É essa a exigência que temos de fazer a cada um de nós e pressionar o poder a agir coerentemente, a fazer o mesmo! A essência da Democracia é essa - os poderes eleitos estão vinculados a cumprir os compromissos que assumiram! O Povo, em seu tempo, será sempre o avaliador que aferirá a eficácia ou não, o bom ou mau desempenho que têm ou tiveram os seus representantes em quem delegaram o poder de todos!


Tomar, 
4 de Dezembro de 2009

Domingo, 29 de Novembro de 2009

Natais...


Há tempos e tempos de memórias...
Os natais trazem-nas sempre... De volta...
As boas e as tristes (memórias) são parte deles... De natais, de encontros e desencontros, essências afinal das nossas vidas, são sempre momentos especiais...
Que o próximo o continue a ser : especial... 
Apesar de tudo...

















Tomar,
Dezembro de 2009

Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

E não temos mais nada que fazer?...





Neste espaço, hoje questiono o quotidiano deste nosso país...
Com tantos problemas e as diversas crises por resolver, entretemo-nos, alegremente, a levantar suspeitas e fazer julgamentos na praça pública ou a treinar, da bancada, equipas de futebol, clubísticas ou nacionais. Ou ainda a ver qualquer desvario de qualquer 'estrela' ou 'VIP' da praça...
Daí a pergunta com que iniciei estas linhas...
Na verdade penso que o debate e o contraditório são marcas basilares de qualquer democracia, mas o disparate e a pseudo-análise são uma terrível perda de tempo. Os desafios e obstáculos que temos de vencer proximamente e a médio prazo são mais que suficientes para ocuparem as primeiras páginas da comunicação social e também do nosso dia a dia. A crise económica e social em que vivemos e o futuro do país obrigam todos, mas mesmo todos, a reflexão aturada e a decisões e acções comedidas e bem assentes na realidade.
Torna-se penoso demais termos ainda que aguentar com as carpideiras e velhos do Restelo do costume, ou com os dislates de tantos comentadores de café que pouco ou nada fizeram, de concreto, para resolver problemas e encontrar soluções.
É tempo de serenidade, bom senso e, acima de tudo, preserverança e trabalho sólidos e esforçados.
Já chega de 'pão e circo'!...


Tomar,
20 de Novembro de 2009

Domingo, 1 de Novembro de 2009

Desafios...(2)





Novo governo, nova câmara, tantas incertezas, tantos desafios...
Vivemos tempos tremendos... Tremendos de mudança e de transformação. Também de dificuldades e obstáculos que a muitos desanimam, a outros trazem novas metas e objectivos... E ainda bem!
Esperemos, em tempos de crise, que prevaleçam os consensos e o bom senso, por vezes tanto arredados... Daqui, destes tantos desencontros, demasiado tem ficado por fazer...
O diálogo e o consenso, defendo contra muita opinião estabelecida e dominante, não significam adiamento ou falta de decisão e acção!... Significam sim uma diferente abordagem aos desafios contraditórios que marcam os nossos dias. Dialogar e consensualizar têm que significar mais democracia, mais participação cívica e empenho social. Não umbiguismos e sectarismos!
Em tempos bem difíceis e, por isso, decisivos para o nosso futuro colectivo, que a preserverança e a esperança prevaleçam! Que novos caminhos possam ser encontrados e trilhados!
Novas soluções bem necessárias são!
O benefício da dúvida aqui fica!

Tomar, 23 de Outubro de 2009

Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Desafios…



Estamos perante desafios tremendos neste nosso país, onde ainda tanto está por realizar.
De entre os mais importantes relevo os do domínio educativo. Muito se tem feito ou tentado fazer… Falta-nos rasgo, mais ambição e, acima de tudo, muita serenidade e os consequentes cuidados… Sabemos, de há muito, que o tempo é decisivo em Educação. Acrescentaria mais: estabilidade, coerência, muitíssimo bom senso e atenção à realidade. Estes são princípios fundadores, alicerces que ninguém pode olvidar e deixar de ter sempre presente na abordagem dos problemas, no cuidado planeamento (a ‘planificação’ é erro crasso, porque semanticamente significa tornar plano…), nas múltiplas decisões e soluções a adoptar que têm de ser forçosamente de ‘geometria variável’ para estrategicamente se adaptarem aos distintos e tão variados contextos. Daí que a logística operacional tenha de ser de excelência, frugal e igualmente adaptável às circunstâncias. Provavelmente é aqui que mais temos falhado – na ligação ao real, na recepção de todos os ‘feedbacks’ necessários à execução das medidas.
Mais do que nunca são necessárias estruturas decisórias próximas dos terrenos educativos, evidentemente enraizadas e ligadas umbilicalmente às realidades. Temos já ferramentas, redes informais e tecnologicamente avançadas para o podermos fazer! Assim o queiramos e politicamente o assumamos! Também temos quadros experientes, porque moldados no terreno, na ligação à realidade educativa, cada vez mais diversa e desafiadora.
Quase todos os diagnósticos estão feitos… Será agora muito mais importante continuar a monitorizar, mesmo a avaliar os impactos, positivos e negativos, reformular e melhorar, mesmo inverter e equacionar novas abordagens e/ou soluções para a multiplicidade e heterogeneidade de situações e problemas. Ganhar arroubo de mudança, ímpeto reformista e inovador. Falando curto e seco – TER A CORAGEM DE AVANÇAR!
O PAÍS IMPÕE, A CIDADANIA E A ÉTICA DE SERVIÇO PÚBLICO, MARCA FUNDADORA DOS NOSSOS PRINCÍPIOS POLÍTICOS, ASSIM O EXIGE, PORQUE O PAÍS MERECE, PRECISA E TEM DE TER UMA ESCOLA E SISTEMA PÚBLICOS DE EDUCAÇÃO MAIS EFICAZES E EXIGENTES QUE SEJAM ALICERCE DE MAIS FUTURO E DE UM MELHOR PORTUGAL!

























Tomar,
Outubro de 2009

Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009


No consolo da noite,
No silêncio de sala deserta,
Surge sôfrego soluço
Que singra página branca,
Que desafia o fio da bruma,
Que pede mais uma
Torpe tintagem de linha,
Que emudece a dor,
Salva o dia, o sonho,
Almeja 'alácre
Bicho sedento'
De sonho sonhando
Sossego, silêncio,
Sempre, só, tormento
Fugidio...


Tomar,
Outono de 2009

Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

'Five miles out'... (Se...)



Se a espuma das ondas
Ficasse aqui,
Se o vento sussuro
Voltasse aqui...

Se ao menos
Conseguisse
Estar aqui...

Se mais uma onda,
Só mais uma...,
Me invadisse,

A linha tosca
Não ficaria
escrita...,
A palavra omitida
Não estaria
Silente...



Thou far,
Thou away,
Miles out,
Mind
out,
Music poundin'
Inside...
Milin'
out
In the afternoon's
Sun...

Tomar,
Setembro de 2009

Sábado, 19 de Setembro de 2009

Noite...


Impante,
Irónico,
Errante,
Judeu
Caminhante
Troçou
De
Irmão
Infante...

De tão
Iguais
Juntos
Continuaram
Caminhando
Trilhos
Procurando
Terra prometida...

O mercador de sonhos
Trocou Granada
Por uns trocos...
Vendeu Aladino,
Tornou-se lúgubre,
Estilhaçou as torres
Do Novo Mundo....

Morreu de cólera
Quando se imolou
Contra os espelhos
Que encontrou
Para lá de
Atlântida...


O azul de Atlantis
Cercou Ulisses
Errante na noite,
Perdeu-lhe Ítaca...
Singrou a Sul,
Despertou adriático,
Não voltou à Grécia...

Ganhamos o mito,
Descobrimos o mar,
Desterrámo-nos
De nós...
Vencemos o medo,
Conquistámos o mundo,
Perdemo-nos de amor
No meio dos oceanos...

Setembro de 2009