Temos ainda de crescer muito, de
muito amadurecer em termos de tolerância democrática…
Todos vivemos dias de brasa
(meteorológica, social, política, económica…), mas isso não é alibi para nos
esquecermos do respeito e da tolerância que, a todos, a democracia e o estado
de direito impõem como dever sagrado.
Isto vem a propósito da espuma dos
dias, da sociedade ultra mediatizada e ultra rápida que nos impele
demasiadamente a disparates ou a acções que só revelam o pior que pode haver
em tantos de nós. Há atitudes que deveríamos sempre, mas sempre ponderar,
reflectidamente agindo em consequência. Respeitar democraticamente quem tem
opinião e acção diferente da nossa deveria ser o alicerce básico das nossas
interacções sociais e culturais. Na vida, como em tudo, quem não muda,
cristaliza e não avança…
Na vida, como em tudo, nada é
completamente absoluto ou imutável.
Os valores básicos de liberdade,
de direito à diferença e tudo o que respeita à consciência individual merecem
ser defendidos e preservados, por mais que mudem os tempos e as vontades
humanas…
Nos tempos agitados em que vivemos
será sempre bom recordarmos que a nossa liberdade individual acaba quando não
soubermos respeitar a liberdade dos outros…
João Mendes Nogueira,
Tomar, Junho 2013
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