Um destes dias dei por mim a pedir aos meus alunos
(como sempre o fiz aos meus filhos…) que nunca desistissem de nada na vida…
Ontem o PR pelos vistos disse algures o mesmo… Só é pena que o não diga TODOS
OS DIAS…
Por isso, e contra qualquer maré, ontem, hoje e
amanhã continuarei a dizer não à desistência, ao desespero ou à lamúria, que,
na maioria das vezes, apenas revela a ociosidade do pensamento e a impotência
de criar, projectar futuro!...
Por demais, também aqui, em Tomar, é bastante
confortável, criticar e nada apresentar alternativamente… Triste sina bem ao
gosto de muitos já viciados no mal dizer… Claro é que a apatia e a falta de
espíritos menos videirinhos, tão paroquianamente instalados há décadas pode
provocar o pântano e a descrença em que temos vivido, aqui na nossa terra, no
país e nesta vetusta Europa a necessitar de sangue novo…
Mas que fazer então?... Tanto, por certo…
Por vezes esquecemos o óbvio: que tal limitar mandatos
electivos públicos, seja dos cabeças de cartaz seja dos ‘ajudantes’?… Se
queremos renovação e nova esperança, novos desafios e caminhos, novas formas de
abordar os problemas, nada melhor que forçar a mudança. Mas não deixando margem
para interpretações dúbias ou favorecedoras de qualquer cacicagem…
As equipas e políticos eleitos têm, como qualquer
coisa que seja viva e natural, os seus ‘prazos de validade’…Não que a velhice
ou antiguidade seja posto ou qualquer especial vantagem ou desvantagem… Bem
pelo contrário! Desde que existem sociedades humanas que os mais velhos são
repositório de saber e experiência acumuladas, tão perenes e importantes que
permitem a existência da História, a universalidade de valores e éticas que
sempre devem ser preservadas e são peça fulcral das identidades individuais e
colectivas. Mas como em tudo neste mundo, o tempo corrói forças e vontades,
diminui capacidades, cria vícios…
Imaginem só o que seria neste microcosmos nabantino
a aplicação duma tal limitação? Já nem sequer me atrevo a ir mais além…
Que um recente exemplo nos sirva de inspiração: A
renúncia de Bento XVI… (aproveito a deixa para vos incentivar a ler o texto de
Ratzinger aos cardeais em Roma, aquando do seu anúncio, ‘urbi et orbi’, de
abandono do trono papal…)
Como dizem os anglo-saxónicos ‘I rest my case…’
(disse…)
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