quinta-feira, 7 de março de 2013

Dias difíceis…


Apesar de tudo…, dos dias difíceis que todos vivemos neste país, nesta cidade, gostava de não ver perder o desafio destes dias, neste admirável mundo novo…
Gostava de nos ver a não vaguear entre o desespero e a espera por milagres, mas mais serenos e firmes… Também mais convictos e menos influenciáveis por qualquer moda passageira ou mediática…
Gostava de ver ainda menos ambição e mais projecto, menos vaidade, mas mais orgulho no que de bom conseguimos, por pouco que seja…
Temos história, temos memória! E elas devem-nos ensinar a não mais ‘deixar andar’… Obrigam-nos, a todos, a deixar de nos lamuriarmos e a procurar soluções realistas para superar as sucessivas crises que nos foram e irão assolar. Claro que não merecemos, claro que temos de exigir mais de quem elegemos e em quem depositamos o poder que de nós emana politicamente. Transparência, liberdade, solidariedade, humildade e justiça terão de ser os pilares de qualquer estado democrático, plural e potenciador de futuro. Principalmente têm de ser estas as chaves mestras, os faróis, em mar revolto ou raso, que qualquer eleito pelo povo terá como guias…
Tudo isto implica tempo, que urge… Tudo isto implica que as instituições se abram e se renovem. O princípio da rotatividade tem de ser substituído pelo da renovação permanente, da transparência em tudo o que é do domínio público, a todos os níveis – central, regional ou local. Só com essa abertura se aprimora o escrutínio e se evita a corrupção ou o nepotismo, se escolhem os melhores e não os videirinhos a que já tristemente nos habituamos em ditadura ou, infelizmente, em democracia…
Só com mudança séria e profunda a este nível ético poderemos suportar mais dificuldades e dias difíceis… Só se voltarmos a ter níveis bem mais altos de exigência e confiança em quem depositamos o fardo do poder é que poderemos não esmorecer.
De bela oratória estamos já demasiado fartos – queremos soluções, projectos e acções coerentes e adequadas às realidades que todos vivemos, não miragens ou devaneios de qualquer iluminado ou comité central ainda mais reacionário que qualquer ditador. Seja de que côr for…
A cidadania activa impõe participação informada e persistente, não desistente ou descrente na democracia!!!
Acima de tudo está bem necessitada de bom senso e lisura de modos e acção! Numa palavra: a democracia obriga à humildade e à honestidade!

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