sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Evitar o desespero…

Por certo que todos nós temos reflectido sobre as consequências da dura crise que nos tem abalado nos últimos anos…
Sem dúvida que os seus efeitos têm sido duros para todos… Mas evitando lamúrias e desespero temos de seguir em frente!


Por isso também devemos reconhecer que toda esta crise nos levou a questionar muitos problemas e situações que estavam afastadas do debate público e das questões de cidadania. Desde logo as da dimensão do Estado ou as questões do endividamento público e privado. Nunca tanto se discutiram questões económicas e sociais. Hoje temos bem mais informação e mais conhecimento nestas áreas. Por causa da crise estamos a ser obrigados a encontrar novas soluções e saídas. Vejam-se as empresas e negócios que foram obrigados a reestruturar-se e a fazer pela vida, a buscar novos mercados, a, finalmente, internacionalizar-se…
Sabe-se que nada se consegue de repente, do dia para a noite. Finalmente concluímos que só muito trabalho e empenho pode ser produtivo, trazer esperança e gerar a confiança internacional no nosso país…
Falta-nos reforçar a componente cidadã e com isto quero dizer, reformar o Estado, obrigando-o a gerir melhor, a decidir célere, a não bloquear o esforço da sociedade civil, da iniciativa dos cidadãos.
Para evitar o desespero e o deixa andar, o desafio maior está aqui: reformar o sistema político de forma a aproximar eleitos e eleitores, alterando rotativismos e forçando o sistema partidário a abrir as portas ao exterior e a não se enclausurar em aparelhos dominados por teias de interesses. Também aqui há muito, mas muito a fazer…
Evitar o desespero e sair da crise significa não voltar atrás, mesmo sabendo que ainda muitos sacrifícios poderão ter de ser feitos…
Evitar o desespero significa também acreditar que este país é capaz, que temos potencial de mudança e de sustentação futura!
Evitar o desespero é valorizar o sucesso de tantos projectos e de tantos compatriotas que, contra tudo e todas as más marés, continuam a vencer na vida, trabalhando digna e valentemente. É partilhar e replicar tanto de positivo que se tem construído.

Tomar, Fevereiro de 2014

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