Por certo que todos nós temos
reflectido sobre as consequências da dura crise que nos tem abalado nos últimos
anos…
Sem dúvida que os seus efeitos têm
sido duros para todos… Mas evitando lamúrias e desespero temos de seguir em
frente!
Por isso também devemos reconhecer
que toda esta crise nos levou a questionar muitos problemas e situações que
estavam afastadas do debate público e das questões de cidadania. Desde logo as
da dimensão do Estado ou as questões do endividamento público e privado. Nunca
tanto se discutiram questões económicas e sociais. Hoje temos bem mais
informação e mais conhecimento nestas áreas. Por causa da crise estamos a ser
obrigados a encontrar novas soluções e saídas. Vejam-se as empresas e negócios que
foram obrigados a reestruturar-se e a fazer pela vida, a buscar novos mercados,
a, finalmente, internacionalizar-se…
Sabe-se que nada se consegue de
repente, do dia para a noite. Finalmente concluímos que só muito trabalho e
empenho pode ser produtivo, trazer esperança e gerar a confiança internacional
no nosso país…
Falta-nos reforçar a componente cidadã e com isto quero dizer,
reformar o Estado, obrigando-o a gerir melhor, a decidir célere, a não bloquear
o esforço da sociedade civil, da iniciativa dos cidadãos.
Para evitar o desespero e o deixa
andar, o desafio maior está aqui: reformar o sistema político de forma a
aproximar eleitos e eleitores, alterando rotativismos e forçando o sistema
partidário a abrir as portas ao exterior e a não se enclausurar em aparelhos dominados
por teias de interesses. Também aqui há muito, mas muito a fazer…
Evitar o desespero significa também acreditar que este país é capaz,
que temos potencial de mudança e de sustentação futura!
Evitar o desespero é valorizar o sucesso de tantos projectos e de
tantos compatriotas que, contra tudo e todas as más marés, continuam a vencer na
vida, trabalhando digna e valentemente. É partilhar e replicar tanto de
positivo que se tem construído.
Tomar, Fevereiro de 2014
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