sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Da justiça...

Sem afã justicialista, que em democracia se torna apenas em mais ruído e nada resolve, deve-nos causar algum espanto o que nestas semanas se avançou e começou a deslindar pouco a pouco…
Será possível que tantas ilegalidades consigam perdurar neste país? Desde a gestão de grandes empresas, aos bancos e agora nos próprios serviços centrais do Estado que deveriam zelar pela segurança de fronteiras…? Deveriam, realce-se, pois frequentemente, sem meios e sem recursos humanos que bastem, o que também espanta é o que ainda conseguem fazer! Mas, nos dias que correm, provavelmente o empenho e dedicação, tantas vezes mal ou não reconhecidas, acabam por ser obscurecidas pelas sucessivas ‘gaffes’ e charadas políticas de quem decide e que não merece sequer o elevado risco que corre a gente das nossas forças de segurança e defesa… O desleixo de sucessivos poderes leva a situações inauditas de que o exemplo extremo da recente quebra estrondosa do sistema de dados judiciais, evitável e previsível desde há muito, teria de ter sido atempadamente combatido. O mesmo se diga da rocambolesca confusão e sistemática quebra no sistema de colocação de professores contratados e o rol continuaria…
Em todos os vários casos o tempo dos álibis está esgotado, pois os prejuízos para tantos cidadãos, além de indesculpável não pode ser facilmente ressarcido…
E se quem decide e governa não consegue ir além dos pedidos de desculpas ou de plácida auto-crítica na assunção de erros tão crassos, então já é tempo de ser democraticamente destituído e substituído!

Tomar,
Novembro de 2014



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